quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Doutas sapiências


Uma das questões que maior curiosidade suscita às pessoas é o significado das palavras.
Para resolver rapidamente o problema temos por hábito recorrer a um dicionário. E fazemos nós muito bem… na generalidade dos casos, isto esclarece muito bem a dúvida com que nos debatemos.

O dicionário reproduz o entendimento que se tem, geralmente, sobre o significado de uma dada palavra num determinado momento histórico. Porém, o dicionário comum também tem limitações, já que nada nos conta sobre a origem do étimo e de qual o significado que a palavra original tinha no contexto em que era usada.

Assim, se quisermos aprofundar o conhecimento sobre uma determinada palavra já temos de nos socorrer de um dicionário etimológico. Ainda assim, tal pesquisa, se bem que na generalidade dos casos se revele deveras gratificante, tem um inconveniente: as palavras têm o significado que as pessoas lhe atribuem; e este muda ao longo dos tempos e dos lugares. Por conseguinte, agarrarmo-nos a uma definição etimológica poderá corresponder a um erro… um erro erudito, se quiserem, mas sempre e tão-só um erro: as palavras hoje são usadas em contextos que podem ser diferentes e, portanto, não se estranhe que sejam também diferentes os significados que lhes são atribuídos.

Para descer ainda mais fundo na análise, a mera linguística revela-se insuficiente. Repetindo: cientes que as palavras têm os significados que as pessoas lhes atribuem, nos contextos históricos em que são usadas, por vezes é preciso saber alguma coisa de outras ciências que estudam as realidades em que tais vocábulos são empregues. Chegados aqui, de pouco adianta a consulta a dicionários já que estes, as mais das vezes, não conseguem traduzir a especificidade da área do conhecimento envolvida no emprego de tais palavras. Consultar um dicionário etimológico ajuda, mas… se não percebermos do mister, continua a não chegar.

Não se estranhe por isso que dicionários reputados, assim como sítios na internet especializados no esclarecimento de dúvidas acabem, por vezes, por induzir em erro aqueles que a eles recorrem. Como se diz na anedota que quase todos conhecemos, “Errar é o Mano”, logo daí não advirá mal maior ao mundo, que mais não seja porque tais erros estão minimamente “fundamentados” em buscas em dicionários, em debates acalorados em academias linguísticas e, por vezes, até em obras literárias. Porém, muito raramente tais fundamentos advêm de obras técnicas e/ou científicas, históricas ou actuais, escritas por – como se dizia na Faculdade de Direito de Lisboa – “ursos”.

Portanto, tais erros são, apesar de tudo, desculpáveis. O que já não é desculpável é a reacção de alguns eruditos quando alguém lhes demonstra que estão errados. Isso sim, é lamentável. Se “presunção e água benta cada um toma a que quer”, já para a humildade também devia haver uma quota mínima, da mesma forma que o salário mínimo pretende preservar a dignidade humana nas relações laborais.

 
Vou dar dois exemplos.

1.       “Não tem nada a ver” – que significa, hoje, não ter qualquer relação um tema com qualquer outro chamado à colação, ainda que sem propósito. Não está em causa o significado actual da expressão. Está em causa o repúdio veemente que se fez da expressão “não ter nada a haver”, classificando-a como idiotice pura e simples. A verdade é que esta última expressão existiu efectivamente – se bem que hoje em desuso – e não carece de verosimilhança a possibilidade de “não ter nada a ver” derivar precisamente de “não ter nada a haver”. Tal hipótese está fundada num fenómeno psicológico denominado “distorção perceptiva”, segundo o qual quando o verdadeiro significado da mensagem não é adequadamente percebido, acaba reinterpretado de acordo com a forma que faz sentido para o receptor da mesma.

Importa esclarecer que os doutos cérebros letrados em letras foram informados que as suas conclusões se revelaram precipitadas porquanto, no mínimo, foram insuficientemente fundamentadas. Todos quantos estudaram contabilidade conhecem o seu princípio básico: “quem recebe deve; quem entrega tem a haver”. É por esta razão que os fólios do Razão tinham inscritas as palavras DEVE e HAVER em cada uma das suas extremidades. Existem vários acórdãos do Tribunal do Comércio de Lisboa em que a expressão “não tem nada a haver” é usada amiúde. Referia-se esta a pessoas que não detendo direitos de crédito sobre o devedor também não detinham, consequentemente, legitimidade legal para intervir no processo, pelo que dele acabavam sendo excluídos. Que pena que os doutos sábios letrados em letras não soubessem isto... talvez não tivessem classificado a expressão “não ter nada a haver” como uma mera anormalidade.

2.       “Salários, Ordenados e Vencimentos” – Comecemos por referir que hoje estes vocábulos podem, todos eles, ser considerados sinónimos de retribuição remuneratória. A actual legislação laboral impede, aliás, que seja de forma diferente. Porém, se eles continuam a ser usados em diferentes contextos alguma razão deve haver para isso.

Então as razões são estas:

Salário – Se bem que a expressão derive etimologicamente do pagamento da retribuição do trabalho em sal – moeda mercadoria por excelência no período áureo da civilização babilónica – tal pagamento era feito na razão directa da quantidade de trabalho prestado. Aliás, no início do séc. XX, nas minas de sal-gema de Loulé, ainda se retribuía os mineiros com sal ao invés de moeda metálica ou de papel, porém na exacta proporção da quantidade de minério extraído. Era, portanto, um custo variável, com uma taxa unitária fixa à hora, ao dia, ao quilo ou à tonelada, prestação de trabalho essa da qual se prescindia sem mais delongas logo que não fizesse falta.

Ordenado - Os salários estavam associados ao conceito de mão-de-obra directa, variável por natureza, por oposição aos ordenados, que era uma retribuição mensal fixa, onde se pagava pela disponibilidade para trabalhar e não pelo trabalho (ou pelos seus resultados) em si. Os ordenados eram classificados de mão-de-obra indirecta, e eram usados para retribuir os contramestres, os capatazes, os escriturários e outros trabalhadores cuja relação laboral com a entidade empregadora era estável (ou, mais rigorosamente, mais estável que a dos meros operários).

Vencimento – Em muitos países o vencimento tinha uma base anual, ainda que paga em duodécimos, e era inscrito no orçamento da administração pública para retribuir os seus servidores civis. A principal diferença decorria de o montante da retribuição estar fixado na lei – ao contrário do que sucedia no sector privado – e “vencia-se” (numa acepção jurídico-legal e de contabilidade pública) periodicamente no final de cada mês do ano orçamental (o qual não coincidia necessariamente – nem ainda coincide em alguns países – com o ano civil).

domingo, 16 de julho de 2017

Amar pelos dois - Why it's different


Vejam lá se conseguem aprender algum coisa... eu pela minha parte tentei mas reconheço que a minha literacia musical é deveras limitada.
Sem nenhuma explicação científica, gostei da música logo que a ouvi pela primeira vez.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Minuto Europeu nº116 - Roaming


quarta-feira, 26 de abril de 2017

Morfopsicologia

Dizem por aí que há pessoas que conseguem perscrutar os principais traços da personalidade de uma pessoa apenas através da análise do rosto. "O teu rosto expressa a tua alma", dizem eles. Este ramo da psicologia é habitualmente denominado por morfopsicologia, porém, também se encontram algumas referências a... "psicologia facial".
Enfim, provavelmente, a denominação deste ramo do conhecimento não é, neste contexto, o mais importante.
Vamos antes fazer um pequeno teste, a partir de uma foto.
Diga-me lá então o que acha do sujeito aqui ao lado.
  1. É inteligente?
  2. Bom pai? Bom marido?
  3. Trabalhador incansável ou sorna?
  4. Preocupado com o seu aspecto ou desleixado?
  5. Amigo do seu amigo ou um eremita lunático?
  6. Bom coração ou pior que as cobras?
Enfim, aceitam-se palpites.


sábado, 11 de março de 2017

Formação Indústria do Conhecimento / EQUIPGEST

Encontram-se a decorrer inscrições para os seguintes de cursos:

Introdução à Contabilidade

Contabilidade I

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Estagnação secular ou (será?) o princípio do fim da Globalização

A Ordem dos Economistas reproduziu no seu site um interessante artigo da autoria de Pablo Pardo do periódico espanhol El Mundo.
As questões levantadas foram:
Os especialistas alertam: recordaremos 2016 como o ano em que arrancou a "desglobalização". As causas: o Brexit e o triunfo de Donald Trump, que ameaça fechar as fronteiras. Existe marcha atrás? 
Vale a pena ler!

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Meryl Streep - Esta mensagem deve ser partilhada



terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Porque vale a pena... Miguel Araújo Jorge e António Zambujo


domingo, 30 de outubro de 2016

Marketing e Preconceito

Mais um trabalho notável...

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

O homem bem informado

Tenho sempre receio de, quando me apetece malhar numa pessoa, estar a atingir inocentes (esposa, filhos, etc.)... Por isso vou só escrever isto:
- Senhor Marques Mendes: o Senhor nunca me convenceu. Desde o dia em que, enquanto Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, anunciou um aumento de uns trocados e disse que as pensões de miséria em Portugal tinham acabado, fiquei a saber que o Senhor é capaz de dizer coisas muito disparatadas. Podia ter dito que o... aumento era o aumento possível, mas não...
Estes episódios que, amiúde, surgem reproduzidos na Imprensa apenas reforçam aquilo que já pensava de si.
Há outro episódio que recordo, num momento em que tentava (com esforço, há que reconhecê-lo) dar-lhe o benefício da dúvida: o Senhor apertou-me a mão e fitou-me nos olhos como que exigindo ver neles uma devoção que eu, deveras, não sentia pela sua pessoa. Tive vontade de lhe dizer que essa coisa de olhar nos olhos não resulta bem assim como o Senhor pensa que aprendeu em alguma literatura de cordel: os maiores aldrabões, os mestres da bajulação, seriam capazes de lhe retribuir um "fiel" olhar fixo, quiçá até dar-lhe um beijo (de Judas, claro). Afinal, o Senhor poderia esperar mais lealdade ou, pelo menos, maior frontalidade, de quem recusasse (como, afinal, fiz) submeter-se ao teste dos olhos nos olhos, esperando ver neles uma submissão à sua pessoa.
Deixe-me que lhe diga: o senhor põe-se a jeito de ser enganado. Talvez ainda não tenha percebido que essa coisa de ser uma pessoa em geral "bem informada" pode estar a ser usada para o instrumentalizar... se alguém quiser passar uma ideia deliberadamente distorcida, para criar uma cortina de fumo, verá em si o veículo perfeito.
Passe bem!

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Monica Lewinsky - A primeira vítima do CyberBullying


Este é um depoimento para ver/ouvir para lá da "cortina de fumo" com que os ilusionistas fizeram dispersar a nossa atenção do essencial. Este é um depoimento feito na primeira pessoa, pela primeira grande vítima do CyberBullying. É para ouvir com respeito e para reflectir. É crescente o número de vítimas que vêem a sua privacidade devassada pelas redes sociais (muito para além daquilo que esperavam).

domingo, 18 de setembro de 2016

8 sites de imagens gratuitas

Não sei bem se estou a partilhar isto para outros ou, apenas e só, para meu uso futuro... Certo, certo, é que não quero perder esta ligação publicada pelo site Economias.
A ligação é esta https://www.economias.pt/sites-imagens-gratuitas/  e as imagens que se podem obter, e delas fazer uso, são imensas...

sábado, 17 de setembro de 2016

Bonito!

domingo, 17 de julho de 2016

Frases... XVI

 If you can dream it, You can do it
Walt Disney
 

sexta-feira, 24 de junho de 2016

O BREXIT e as redes sociais

A propósito de uma discussão numa rede social emiti esta opinião:

domingo, 19 de junho de 2016

Rendo Homenagem à Selecção Nacional

É nas contrariedades que se evidenciam os caracteres das pessoas. Pela parte que me toca, entendo ser no momento em que os profetas da desgraça já começam a espalhar todo o seu veneno - que traduz, afinal, o sinal mais evidente daqueles que não conseguem superar as suas próprias frustrações - que devo render a minha mais sentida homenagem aos jogadores e equipa técnica da Selecção Nacional.
Penso que ninguém estará a sentir mais a ausência (relativa) de sucesso no jogo de ontem que os seus principais intervenientes. Esforçaram-se, deram o seu melhor, e, ainda assim, não obtiveram o resultado que esperavam (ou desejavam). É a vida: nem sempre corre de acordo com os nossos anseios, por muito que nos esforcemos por fazer tudo bem.
Para os venenosos, para a podridão fétida que passa a vida a culpar os outros, só tenho uma mensagem: vão morrer longe! Aqueles que hoje censuram são pessoas que já conseguiram destacar-se da mediania, que já ganharam alguma coisa, ao contrário de vocês, venenosos, que a única coisa que já conseguiram na vida foi vitimizarem-se, dizerem que outros ganham milhões "sem fazerem nada" enquanto vocês não passam de coitadinhos "por culpa de outros".
 Se perdermos com a Hungria, paciência, a vida vai continuar depois de 22 de Junho e nada mais nos resta que não seja preparar-nos para novos desafios.
Se ganharmos à Hungria - como acredito/desejo que vai acontecer - continuo a achar que os "coitadinhos", enquanto não mudarem de atitude, devem ir morrer longe. Não os quero misturados com aqueles que lutam por um objectivo, como que a quererem colher louros que não lhes pertencem. Façam o favor de continuar medíocres ou mudem de atitude... pois só assim passarão a ser bem-vindos.
 Força Portugal!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Intelectualidades

Fiquei sem saber se devia falar sobre o direito à mudança de opinião, se devia elogiar o conservadorismo bacoco que
recusa mudar de ideias (mesmo perante a evidência ou o mero acesso a novas informações) ou, por fim, se devia rebelar-me contra a intelectualidade dominante.
Enfim, posso apenas referir que foi o texto constante na imagem que junto que fez inflamar a espoleta. Leia, por favor, e depois, se fizer favor, queira voltar ao parágrafo seguinte...
Não sou pessoa de dar conselhos - até porque estes remetem sempre o meu imaginário para as públicas virtudes de hipócritas da pior espécie - mas o post acima sugere que se recomende aos jovens que se quiserem ser de esquerda que façam o favor de nunca, mas nunca mesmo, ousem mudar de opinião no futuro. Se o fizerem ficam sujeitos ao público juízo da sublime e suprema intelectualidade de esquerda, a qual faz de uso de palavrões como "ética" para atingir todos quantos ousem sair da linha.
São manifestamente injustas as acusações dirigidas a estes "reaccionários" que me merecem todo o respeito. Nem sempre concordo com António Barreto ou com Medina Carreira, mas as opiniões tanto de um como do outro devem ser levadas em conta (em especial porque já por várias vezes demonstraram estar certos apesar dos coros dos indignados do costume).
É por esta razão que, cada vez mais, sinto arrepios quando me falam de "intelectuais"... ou seja, de pessoas que limitam o uso do seu, alegado, intelecto a arma de combate político. Não que veja algum mal em que a intelectualidade seja usada na política; o que ela não pode é ser usada só desta forma e, particularmente, de forma subversiva ou de contrapoder. Se os intelectuais forem facto a massa crítica de uma sociedade, os motores da criatividade e da inovação para romper com a anacronia, então tais capacidades devem estar também do lado do Fazer e não, apenas, do lado do desfazer e da desdita. Dito de outra forma, a intelectualidade não pode ficar confinada às criações artísticas, às universidades ou à imprensa; é preciso ser colocada ao serviço das pessoas, da vida em sociedade e na esfera produtiva sem que seja acusada de estar a alienar os coitadinhos ou ao serviço de poderes ocultos e de interesses dissimulados. Para a intelectualidade de esquerda tudo se justifica numa imensa conspiração de meia dúzia de poderosos que maltratam cidadãos comuns, cidadãos esses que, se forem também de esquerda, são sempre vítimas inocentes a quem, em circunstância alguma, poderão ser assacadas responsabilidades.
Como Portinagio Greggio escreveu os "intelectuais viviam à margem da sociedade, em rodas boémias ou círculos de confrades, sem compromisso com a economia, a administração ou a política. Nessa situação de privilegiada irresponsabilidade, davam-se ao luxo de adoptar opiniões contrárias, comportamentos escandalosos e atitudes críticas. Tal conduta, longe de afastá-los dos que carregavam o peso da sociedade organizada, tornavam-nos ainda mais encantadores, emprestando-lhes exagerada aura de inteligência, de originalidade e de coragem".
Se era assim nos séculos XIX e XX, continua a ser assim no século XXI.
Ouvi outra máxima similar numa discussão exacerbada entre assalariados rurais de uma UCP em Santa Susana (Redondo) e um funcionário do partido descrito como "intelectual": "são esses gajos que nunca fizeram a ponta dum corno".




sábado, 28 de novembro de 2015

JPP







"Sempre que se despreza os que vivem com dificuldades do seu trabalho e se valorize a esperteza e o subir na vida, ainda não acabou.”


José Pacheco Pereira meteu-se com ad valorem. Se quiserem, meteu-se comigo e com todos quantos valorizam o mérito.
Passo a traduzir: se alguém tiver um emprego por conta de outrem, tipo das 09:00 às 17:00, é um trabalhador; se outro alguém trabalhar 70 horas por semana, tipo de manhã, à tarde, à noite, em dias úteis e também em Sábados, Domingos e Feriados, passa a ser duvidoso que o seja. Poderá ser, tão-somente, um perigoso facínora daqueles que não se contenta com o que tem e que faz por “subir na vida”. Este tipo de gente, fique sabendo, é gente perigosa. É gente que anda com “espertezas” a trabalhar 14 horas por dia e que, por vezes, se cruza com os trabalhadores que já estão a beber umas bejecas depois de um dia árduo de trabalho. O melhor mesmo é que fracassem, já que, se subirem efectivamente na vida, terá sido certamente às custas de quem trabalha.
Obrigado José Pacheco Pereira. É sempre gratificante saber que há quem reconheça que o esforço e a iniciativa são maus exemplos.


 

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

ad valorem - Participação Cívica - Somos cada vez menos

ad valorem - Participação Cívica - Somos cada vez menos

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Anuário dos Municípios Portugueses 2014 (e das Freguesias)


Para os interessados seguir os links...
https://antjbramalho.wordpress.com/2015/10/14/anuario-dos-municipios-portugueses-2014-e-de-freguesias/

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Porque falham as sondagens?

Já alguém se interrogou da razão pela qual as sondagens, de há uns anos para cá, terem perdido fiabilidade? Eu já! E quando vejo as sondagens de opinião errarem por 10 pontos percentuais - às vezes, até mais - não me surpreendo nada. Digo até, como naquela anedota em que o pastor vai dar uma volta de avioneta..., "já esperava!"
Outro aspecto interessante é notar que aqueles profissionais que antes fizeram as sondagens que deram... buraco, no dia das eleições, salvo raras excepções, apresentam às 19 horas previsões certeiras.
Será que antes não sabiam fazer contas e que depois, no dia do acto eleitoral, tomam um Red Bull e ficam "espertos do cabeço"?
Como é óbvio não vou aqui ensinar o padre nosso ao vigário e arvorar-me em especialista em cálculo estatístico e, particularmente, em sondagens. (Se bem que me estreei a Estatística na Universidade, ministrada pelo prof. Carlos Braumann, com um 19,8...) Vou apenas repetir uma frase que o meu professor pronunciou nos idos anos 80 do séc. XX (mais coisa menos coisa): se a amostra não for representativa de pouco vale a técnica estatística e, ainda menos, a exactidão dos cálculos... digo eu agora, talvez até seja vantajoso não perceber nada de matemática e estatística e errar as contas... aí, com sorte, até pode acertar no resultado final.
Pronto, concluí: (1) as sondagens falham porque as amostras de que se socorrem não são representativas do universo estudado; (2) as sondagens do dia das eleições, feitas à boca da urna, acertam porque têm por base uma amostra representativa.
Vejam agora isto... (e é só um exemplo):

Então numa altura em que tantos já prescindiram dos telefones da rede fixa, em que a maioria das pessoas activas andam a trabalhar (mas trazem o telemóvel no bolso), vão telefonar para aqueles que estão em casa a ver o programa do Goucha?
Haja tino!

terça-feira, 22 de setembro de 2015

EQUIPGEST - 25 ANOS

EQUIPGEST - 25 ANOS

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Joana Amaral Dias em pose de Estado

Não me considero um bota-de-elástico, no entanto devo reconhecer que revelo alguma dificuldade em compreender a razão que justifica que um figura pública do meio político sinta necessidade de se expor desta forma.
Já vi fotos similares de outras figuras públicas, nomeadamente de actrizes - estou-me a lembrar, por exemplo, da Demi Moore - em que considerei tais "ousadias" perfeitamente justificadas como acções de marketing.
Em contraponto, achei ridícula a figura que o José Cid fez aqui há uns anos atrás quando seguiu por esta via para dar nas vistas. Afinal, ele estava a vender a sua música ou o seu perfect body?
No caso da Joana Amaral Dias estará ela a fazer marketing a favor da emancipação feminina? Será esta a melhor forma de o fazer?
Enfim, não consigo encontrar qualquer justificação sensata.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Toma e Embrulha: Guy Verhofstadt plenary speech on Greece with Alexis Tsipras 8-7-2015


domingo, 15 de fevereiro de 2015

A análise de Vítor Bento


Confesso que fiquei um pouco surpreendido com esta análise do meu conterrâneo Vítor Bento... De facto, durante algum tempo pensei que ele estava do lado daqueles que subscreviam a cura radical através do reequilíbrio das contas públicas e dos défices externos.

Constato que, afinal, Vítor Bento apresenta agora uma visão substancialmente diferente, demarca-se da “cura radical” e, como se isso não bastasse, apresenta uma solução de inspiração Keynesiana modificada (ou melhorada, se quiserem).

(É sabido e consensualmente aceite que o Keynesianismo puro foi ultrapassado por dois fenómenos que Keynes não conseguiu prever: (1) a inflação pelos custos, que veio à tona com a crise energética gerada pelo choque petrolífero de 1973; e (2) pela crescente interdependência dos países à escala planetária, cuja abertura progressiva das respectivas economias ao comércio internacional levou àquilo que comummente se designa por Globalização e que se acentuou de forma marcante (e, provavelmente, irreversível) a partir dos anos 80 do século passado. Acredito piamente que se Lorde Keynes fosse vivo e estivesse na plenitude das suas faculdades mentais já teria revisto a sua teoria base e, quem sabe, talvez tivesse encontrado uma nova solução similar àquela que Paul Samuelson popularizou no século XX.)

Enfim, Economia é aquela disciplina em que todos parecem saber mais que os economistas. Não sei se foi Vítor Bento quem descobriu a solução miraculosa que vai pôr as economias novamente na rota do crescimento. Não sei sequer se ele mudou de opinião ou se antes não disse tudo quanto parece (agora) saber. Só sei que me surpreendeu… pela positiva, sublinhe-se, já que mudar de opinião, se é que isso aconteceu, não tem em si nada de errado.

Como dizia Lorde Keynes: “Se tenho a acesso a nova informação, é natural que a minha opinião mude. O que faria o Senhor no meu lugar?” (em resposta a quem insinuava a sua inconsistência).

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Olhem só que publicidade tão deliciosa

O 007 salvava o mundo... o 707 só o destrói...



707

domingo, 25 de janeiro de 2015

Saindo do Brasil #9: Não Venha Para Portugal!


Um interessante retrato sociológico. As opiniões são do autor. Não é para concordar nem para discordar: é apenas para levar em conta duas coisas:
  1. Há quem, de fora, tenha uma opinião muito positiva sobre Portugal;
  2. Há quem, cá, vindo de fora, queira contrariar o estereotipo que se foi associando aos brasileiros.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Conversa da Treta

Isto é aquilo a que eu chamo "conversa da treta". A série humorística com a mesma designação tinha a virtude de nos fazer rir. Este argumentário — eu diria antes: este malabarismo com as palavras — pelo contrário, deixa-me triste e preocupado.

Num momento em que estamos prestes a inverter aquela ideia feita - e, infelizmente, até aqui verdadeira - de que aos grandes, aos detentores do poder, ninguém toca, eis que a meia dúzia de parolos saem à rua em defesa do ex-primeiro-ministro. Quer isto dizer que estou a presumir a culpabilidade de Sócrates? Não, quer tão-somente dizer que não descarto para já a hipótese de ele ser efectivamente culpado. E não terá direito à presunção de inocência? Claro que sim, assim como devem ser presumidos inocentes aqueles que tentam alterar o paradigma até aqui vigente de que a justiça não é igual para todos. Porque razão hei-de presumir que o Ministério Público e o Juiz de Instrução hão-de estar ao serviço de interesses obscuros, nomeadamente políticos? Porque hei-de acreditar que maquinaram uma prisão "em directo" deixando fugir informações que poderiam comprometer uma acção para a qual foi necessária muita coragem para empreender? Será que as fugas de informação terão vindo mesmo daqueles a quem esta Esquerda Unida tenta imputar responsabilidades sem qualquer prova?
Mas, afinal, quem é que esta gente quer proteger? Em coerência com a matiz ideológica que, alegadamente, subscrevem, penso que deveriam estar do lado dos descamisados e não, como tenho visto, dos poderosos.
Portanto, deixem lá prosseguir o processo Sócrates. Se se provar que o homem é inocente, libertem-no sem mácula e com remissão da sua imagem (se necessário for pela via pecuniária). Se se provar que as instâncias judiciais são culpadas pela forma, alegadamente, pouco cuidada com que conduziram o processo, então que tais instâncias sejam também elas responsabilizadas. Agora tentarem por todas as vias chafurdar o processo isso já não aceito.
Eu, no caso Sócrates, estou como aquele a quem colocaram como desafio lavar os dentes a um crocodilo do Nilo... garantiram-lhe que o animal era inofensivo, que não fazia mal nenhum, ao que ele terá respondido que não arriscava, sem com isso estar a querer pôr em causa a idoneidade do bicho.
Em outro artigo escrevi o seguinte (e com isto clarifico a minha posição):
"
Vamos ser razoáveis, se você disser que se deixar cair um ovo de galinha ele se parte ao embater no solo, talvez não precise de o demonstrar para que as pessoas acreditem em si. O que não faltarão são pessoas que podem testemunhar que presenciaram situações similares. Anormal seria o ovo não se partir. Agora diga-me uma coisa: já alguma vez comprou uma casa a uma empresa sedeada num espaço off shore (aqueles paraísos fiscais onde repousa dinheiro de que não se sabe quem é o dono)? Não? Olha que estranho! Nem conhece ninguém (na família ou entre amigos) que tenha comprado? Não? Então se calhar isto não é normal, logo, não é coisa evidente. Bom, mas deve estar farto de saber que habitualmente as pessoas vendem as casas por um valor menor que aquele que despenderam por elas, em especial quando o vendedor é uma empresa que visa o lucro? Também não? Bom, isto está difícil. Se calhar estamos perante uma situação que não só não é evidente como também apresenta indícios contraditórios com a ideia intuitiva que temos de empresa. Ora aqui está uma daquelas situações em que se queremos que as pessoas acreditem na nossa boa-fé e na nossa integridade moral, então vamos ter de nos disponibilizar, humildemente, para explicar tudo tintim-por-tintim
."
 
 

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Se há pessoas que merecem, esta é uma delas...

Quem escreveu sobre a nossa indústria de calçado, quem disse - num momento em que tal ainda não era reconhecido - que ela tinha condições para ocupar a posição de relevo no panorama mundial
que hoje é já uma realidade, MERECE, seguramente, a nomeação que sobre ele recaiu de Gestor do PO da Competitividade e Internacionalização. PARABÉNS Rui Vinhas da Silva e votos de muito sucesso no desempenho do cargo (para bem de todos nós)!
Bem haja!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Lá por ser dito com humor não quer dizer que não tenha razão...

Refiro-me a este artigo.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Fadiga fiscal

Não são necessários grandes comentários, as imagens falam por si...



sábado, 8 de novembro de 2014

EQUIPGEST: Incentivos - Regras comuns dos FEEI

EQUIPGEST: Incentivos - Regras comuns dos FEEI: Incentivos - Regras comuns dos FEEI

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Microinvest e Invest

Microinvest e Invest

terça-feira, 23 de setembro de 2014

António J. B. Ramalho - Um dia de aulas... de um professor que pretendia rescindir

António J. B. Ramalho - Um dia de aulas... de um professor que pretendia rescindir

ad valorem - Participação Cívica - Ciência na Rua - Uma iniciativa meritória

ad valorem - Participação Cívica - Ciência na Rua - Uma iniciativa meritória

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

A mocidade dos cotas XVII - Constelação de memórias - My sweet lord e outras


Na guitarra acústica Eric Clapton,
Na guitarra elétrica o filho de George Harrison,
No piano Paul McCartney,
Na primeira bateria Ringo Star,
Na segunda bateria Phill Collins,
Na segunda guitarra elétrica Tom Petty,...
No órgão e interpretando a primeira voz o incrível Billy Preston.
Entre as vocalistas do coro esta Linda Eastman, esposa de Paul McCartney.
Também estavam presentes nesse concerto:
Bob Dylan, Ravi Shankar,Jethro Tull e um número enorme de amigos e colegas dos Beatles, assim como todo grupo 'The Cream' de Eric Clapton.
Texto: Nonato Jácome no Facebook.


quinta-feira, 14 de agosto de 2014

ad valorem - Participação Cívica - Há coisas com que não concordo

ad valorem - Participação Cívica - Há coisas com que não concordo

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Imagine

Há tempo que também sonho com isto... talvez não literalmente, mas no ESSENCIAL da Mensagem!



terça-feira, 29 de julho de 2014

ad valorem - Participação Cívica - Bonito

ad valorem - Participação Cívica - Bonito

sábado, 5 de julho de 2014

A melhor jogada de David Luiz

James Rodriguez trouxe magia a este Mundial de Futebol. Para mim, o herói que ontem se despediu da Copa com lágrimas nos olhos foi até ao momento o jogador com nota técnica mais alta. Ao seu lado nesta entrevista está, por seu turno, aquele que oficialmente é, por enquanto, considerado o melhor jogador: David Luiz. Enfim, nisto como noutras coisas trata-se de matéria de opiniões. Reconheço, todavia, que David Luiz é, para já, o campeão do fair play. O pedido de aplausos para James Rodríguez, a troca de camisolas, esta entrevista... foram "jogadas" bem mais vistosas que o golaço que marcou.

sábado, 28 de junho de 2014

Eis senão quando surgiu um jovem chamado Bob Dylan




sexta-feira, 6 de junho de 2014

Viv'ó Constitucional... ou talvez não...

Em abono da verdade ainda não fiz quaisquer contas. Todavia, a informação veiculada pela Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas é, habitualmente, fidedigna. Por conseguinte, para que ao entusiasmo não suceda imediatamente a desilusão, recomendo o visionamento da peça infra. A confirmarem-se estas notícias (o que, por ora, não faço) rapidamente concluiremos que, afinal, os guardiões do templo constitucional não mais fizeram que pôr a "montanha parir um rato". Se os homens do Tribunal Constitucional andaram a estudar Economia - que, como se sabe, é aquela ciência de que todos percebem mais que os economistas - fica a dúvida se não deviam também ter estudado de forma afincada Fiscalidade...
 

  
 Enfim, o melhor mesmo é ficar à espera dos desenvolvimentos...
 
 

Receba os nossos artigos por e-mail

Related Posts with Thumbnails

Número total de visualizações de página

CQ Counter, eXTReMe Tracking and SiteMeter

eXTReMe Tracker
Site Meter